26 de Dezembro de 2008
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Edge Rails: método render mais esperto

Quem já está usando o Rails 2.2 já deve estar vendo um warning: no Rails 2.3, o método render está mais esperto e dispensará a instrução sobre qual tipo de renderização ele está fazendo. Confira:

Agora, você não precisa especificar se quer renderizar uma action, template ou file. Isso é bem legal e mostra cada vez mais o minimalismo do framework.

4 de Dezembro de 2008
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Os axiomas de Zurique

Num país onde 75% dos carros vendidos são financiados, onde os juros do cheque especial são os maiores dos últimos 5 anos e onde instituições financeiras faturam grandezas de 6 dígitos, a maneira com que você gerencia seu dinheiro pode fazê-lo um vencedor ou apenas mais um endividado do terceiro mundo.

Esse ano fiz um curso sobre como operar na bolsa de valores sendo um pequeno investidor e tive acesso a um livro que revoluciona a vida financeira de qualquer um: Os Axiomas de Zurique desperta em você seu lado investidor adormecido e trás mandamentos muito interessantes sobre o mercado financeiro. Veja a reprodução de um dos axiomas, o do concenso:

René Descartes foi campeão mundial da dúvida. Teimosamente, recusava-se a acreditar em qualquer coisa até que a tivesse verificado pessoalmente. Este foi um dos traços que fez dele um bem sucedido jogador-especulador. Morreu há mais de trezentos anos, mas o especulador moderno aproveitará muito - além de passar várias noites agradáveis - da leitura da obra desse encantador homenzinho feioso, com seus olhos negros e penetrantes, o nariz feito um crescente, e dotado de um gigantesco intelecto.

Descartes começa a sua filosofia duvidando de tudo, literalmente, inclusive da existência de Deus, do homem e de si próprio. As autoridades religiosas da sua França natal ficaram furibundas, de maneira que foi melhor ele fugir para os Países Baixos. Continuando a recusar o que outros queriam vender-lhe como verdade, ele buscou meios de descobrir a verdade através dos seus próprios sentidos e experiências. Finalmente, deu com o que considerou uma verdade básica e indiscutível: “Cogito, ergo sum”, ou seja: “Penso, logo existo.” Agora convencido de que não era apenas um fantasma dos seus próprios sonhos, Descartes continuou a comprovar ou rejeitar outras verdades postuladas. No processo, fez importantes contribuições à matemática, e construiu uma filosofia que, pela pura lucidez do seu pensamento, não foi superada em três séculos - e, na minha opinião, nunca teve concorrentes, sequer quem se lhe aproximasse. No mesmo impulso, também, tanto como hobby quanto porque gostava de vinhos caros e de outros luxos, Descartes estudou cientificamente os jogos.

Na primeira metade do século XVII, existiam umas poucas e mal organizadas bolsas de valores e de mercadorias. Descartes deixou-se fascinar pelo grande e ativo mercado de Amsterdã; se chegou a pôr o seu dinheiro ali, e em quantidades, não se sabe. Sabe-se, porém, que freqüentemente viajava a Paris, às vezes com papéis falsos para não ser preso como herege, a fim de jogar.

Para tomar dinheiro dos trouxas, havia disponíveis jogos de cartas, tabuleiros e roletas. Descartes gostava de jogos que, como o bridge e o pôquer hoje em dia, além de sorte implicavam cálculos matemáticos e psicologia. Estudava os jogos com o cuidado e o ceticismo costumeiros, rejeitando todos os clichês e lugares-comuns da sua época, insistindo em descobrir verdades e falácias por conta própria. Aparentemente, sempre voltava de Paris mais rico do que na ida, às vezes muito mais. Embora o único meio de vida conhecido, ao longo de toda sua vida de adulto, fosse uma modesta herança do pai, Descartes morreu financeiramente muito bem.

O truque, não se cansava ele de repetir em diferentes contextos, é rejeitar o que lhe dizem, até ter pensado tudo pela própria cabeça. Duvidava das verdades afirmadas por autoproclamados especialistas, e recusava-se até a ouvir a opinião da maioria. Escreveu ele: “Não existe praticamente nada que tenha sido afirmado por um sábio e não tenha sido contraditado por outro.” E também: “Contar votos não serve de nada. Em qualquer questão difícil, é mais provável que a verdade seja descoberta por uns poucos do que por muitos.”

Foi com esta visão do mundo, arrogante talvez, e certamente solitária, que René Descartes freqüentou as mesas de jogo de Paris, das quais saiu rico. Um especulador bem sucedido só tem a ganhar dando atenção às palavras desse homenzinho duro, de olhar penetrante.

Na nossa era democrática, no nosso democrático lado do mundo, tendemos a aceitar sem críticas a opinião da maioria. Se um monte de gente diz que é assim, tudo bem, assim seja. É como nós pensamos. Se não temos certeza de alguma coisa, vamos contar os votos. Desde o primário aprendemos que a maioria está sempre certa. Nos EUA e em outras nações ocidentais, é quase uma religião, principalmente na França e na Inglaterra, ambos países com longas tradições de resolver problemas pelo voto popular. Se 75% das pessoas acreditam em alguma coisa, parece quase sacrilégio perguntar, ainda que num sussurro:

- Ei, esperem aí, será que não podem estar errados?

Guiemo-nos por Descartes: podem.

Nos EUA, é o voto que decide quem governa. É o único meio de fazê-lo. Pelo menos, é o único meio que os americanos aceitam sem briga. São treinados desde a infância a aceitar o desejo da maioria. Às vezes, há quem resmungue contra esse desejo - quem perde uma eleição reclama muito -, mas, no fundo, por trás de todo o som e toda a fúria, sempre se ouve o tema da democracia: “O povo falou. Não se pode iludi-lo. Se é isto que quer, deve estar certo.”

Essa humilde aceitação da opinião da maioria passa para a vida financeira. Não apenas são ouvidos economistas, banqueiros, corretores, assessores e outros especialistas, mas também as maiorias. E isto pode custar dinheiro, pois, como dizia Descartes, é mais provável que a verdade tenha sido encontrada por uns poucos do que por muitos.

Os muitos podem estar certos, mas as probabilidades são contra eles. Pare com o hábito de achar que todas as afirmativas muito repetidas são a verdade. “Um grande déficit orçamentário será a ruína da América”, diz quase todo mundo. É verdade? Talvez sim, talvez não. Descubra você mesmo. Tire suas próprias conclusões. “Na segunda metade da década, aumentarão a inflação e a taxa de juros.” É mesmo? Não engula, simplesmente. Examine. Não deixe que a maioria manobre com você.

Estudando os outros Axiomas, vimos muitas coisas que são afirmadas por maiorias. Vale mais um pássaro na mão que dois voando. Mantenha uma carteira diversificada. Arrisque somente apenas o que pode se permitir perder. E assim por diante. Todos esses conselhos supostamente sábios fazem parte do consciente popular. Em qualquer coquetel ou reunião, é só trazer investimentos à discussão que os clichês logo aparecem. E, à medida que esses chavões vão sendo repetidos, quem estiver por perto balançará a cabeça, compenetradamente, e dirá:

- Exato. Perfeito! Excelente conselho!

A maioria das pessoas acredita que os antigos clichês são verdades indiscutíveis. Isto posto, vale a pena observar que a maioria das pessoas não é rica.

Outro axioma genial é o da religião e do ocultismo: “É improvável que entre os designios de Deus para o Universo se inclua o de fazer você ficar rico”. De um modo geral, o livro é um convite para que você arrisque, pois afinal, o que vier é lucro. E você, de que lado vai ficar?

29 de Novembro de 2008
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gem cheat

Essa é uma gem do Chris Wanstrath que muita gente não conhece e que só hoje me deparei. Para instalar:

Para usar, basta executar no terminal o comando cheat acrescido do assunto desejado, como por exemplo: cheat rails_svn

A saída, para esse cheat, é uma lista de comandos para ignorar arquivos temporários e de log do seu aplicativo rails no subversion é:

A lista de todas cheats é encontradada executando:

26 de Novembro de 2008
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PHP junto com o Passenger no Leopard

Na minha máquina de desenvolvimento uso o Passenger para trabalhar com o Rails e hoje eu precisei fazer alguns testes com PHP. Deixar o PHP junto com o Passenger é tão simples como 2 + 2 são 4. Vamos lá.

Abra o arquivo de configuração do Apache (/etc/apache2/httpd.conf) como superusuário e procure a linha que chama o módulo do PHP (linha 114):

LoadModule php5_module        libexec/apache2/libphp5.so

Basta descomentar essa linha. Em seguida, no fim desse arquivo, crie um host virtual chamado php:

<virtualhost *:80>
  ServerName php
  DocumentRoot "/Users/leonardofaria/Sites/php"
  <directory "/Users/leonardofaria/Sites/php">
    Options Indexes MultiViews
    AllowOverride None
    Order allow,deny
    Allow from all
  </directory>
</virtualhost>

Pronto. Agora a url http://php/ responderá pelo conteúdo da pasta "/Users/leonardofaria/Sites/php". Lá dentro, você pode criar um index.php e para testar se está tudo ok, use o conhecido phpinfo()

<?php
phpinfo();
?>

Se tudo der certo, você terá uma tela como a seguinte :)

23 de Novembro de 2008
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Quer conhecer mais da história da Apple?

O Mactracker é um aplicativo que reúne toda a linha de produtos da Apple. Há inclusive uma versão online do app para iPhone. Muito interessante! Além desse app, existe também o site Apple History, com um banco de dados cheio de informações e a possibilidade de download das informações.

Se você gosta de publicidade e design, deve conferir os anúncios da maçã desde os primórdios da computação, as screenshots da homepage apple.com e logicamente, as interfaces do Mac OS.

16 de Novembro de 2008
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Código ‘embedável’ no codestacker

Agora, é possível 'embedar' códigos do codestacker em seu site! No update de hoje, implementei esse recurso e finalmente, um sistema de busca.

9 de Novembro de 2008
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Migrations sem timestamp

No Rails 2.0, os arquivos de migração eram gerados com o prefixo do timestamp. Exemplo: 20080614155951_create_users.rb. Nas versões anteriores, o prefixo era numérico. Para o Rails 2.2, será possível você mesmo configurar isso, definindo no environment.rb:

Vale a pena a leitura do Release Notes do Rails 2.2 e, se você ainda não pegou o RC 1 do Rails, lembre-se:

gem install rails -s http://gems.rubyonrails.org -v 2.2.0

8 de Novembro de 2008
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RubyMine: Textmate-killer?

Essa semana apareceu uma nova IDE para Ruby: a RubyMine, que se auto-denomina com a mais inteligente IDE para Ruby. O software é multiplataforma e parece ser bem interessante. Notei algumas coisinhas numa primeira-impressão:

1) há templates para testes (RSpec e TestUnit)
2) integração com o Mac OS: o look'n feel não combina muito (= feia) com o sistema e ele está mais para NetBeans e Eclipse do que para um Textmate. Nada de maçã + w para fechar um arquivo nem maçã + n para um novo arquivo. A velocidade dele também está mais para NetBeans/Eclipse do que para um Textmate
3) inspetor: ele possui um inspetor interessante: para CSS, por exemplo, ele verifica suas folhas de estilo e informa por imagens quebradas, seletores não usados e código desnecessário (como escrever '0px', onde somente '0' já resolve). Para Ruby, ele verifica, entre vários itens, referências não resolvidas e erros em chamadas de métodos (apesar de que, no meu projeto, o que ele inspencionou estava certo)
4) parece ter uma integração interessante com controle de versão (Git, Subversion e CVS)
5) ele também tem um Go to File, como no Textmate
6) ele tem uma janela amigável para rodar scripts (como o RadRails)

Essa próxima semana vou utilizá-lo e ver se ele pode ser um Textmate-killer ou uma boa alternativa para Windows e Linux.

2 de Novembro de 2008
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Bota Pra Fazer

Vi com bons olhos a campanha Bota Pra Fazer. A série de comerciais exibida na Globo (e YouTube) é estrelada por empreendedores de todo Brasil e é a primeira campanha politicamente correta que vejo para incentivar o empreendorismo - campanha beeem melhor do que aquela de colocar jogadores de futebol para incentivar a leitura. A campanha é positiva ao mostrar que todas essas pessoas de sucesso enfrentaram problemas e clichês para colocarem a ação todas as suas idéias e mostraram para todo mundo que elas estavam certas e a maioria errada.

"Para quem está na faculdade, empreendorismo é um bicho de 7 cabeças. A gente quer mostrar que basta uma cabeça para ele funcionar" - do site Bota Pra Fazer

A sociedade inteira limita nosso instinto empreendedor. A escola é uma cópia de uma fábrica da revolução industrial - hierarquias, cronogramas, horários, todo mundo pensando dentro de uma mesma caixa quadrada e escura. Crescemos dentro de uma fábrica, aprendemos a pensar igual a todo mundo e após isso temos um emprego igual ao de todo mundo. Grande zona de conforto.

É de empreendorismo que cada um de nós precisa. Trabalhe mais, pense mais, inove mais! Seja o pino redondo no buraco quadrado, nade contra a corrente, a unanimidade é sempre burra. Saia da sua zona de conforto, caia na real e faça a diferença.

23 de Outubro de 2008
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Google em 2001

Como parte das comemorações dos 10 anos, o Google criou uma busca que indexa tudo como era 2001. Um verdadeiro túnel do tempo. Bem interessante.

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