Resenha: A cabeça de Steve Jobs

31 de janeiro de 2009 ~ 1 comentário ~ Tags:, ,

Verdade seja dita, Steve Jobs é um mito e mais do que um CEO, ele é o homem a frente da Apple e a frente do seu tempo. O que esperar de uma biografia de alguém que revolucionou a computação moderna, o cinema de animação, o mercado de música e a telefonia? Acabo de ler “A Cabeça de Steve Jobs”, de Leander Kahney e essa obra pode representar muito para nossas vidas, principalmente se você ter as ações e mantras de Jobs como inspiração para seus trabalhos.

Foco

Foco é dizer não. Foco significa especializar naquilo que você é bom e entregar o melhor de si em seus trabalhos. É manter as coisas simples e esquecer o excesso de funções. Não queira dominar o mundo de uma só vez.

Steve Jobs

Despotismo

Alguém tem que dar ordens. Personalidade e alma é fundamental para um negócio, independentemente da espécie. Intrisicamente relacionado com despotismo e foco, simplifique. Não tenha medo de dizer não a opiniões alheiras e tome decisões, inclusive a que aparentam ser as mais simples. Pensar em detalhes, por menores que sejam, revelam a identidade de um produto.

Perfeccionismo

Perfeccionismo e atenção a pequenas coisas é fundamental. Experimente, gere, teste, reúna, troque idéias. Design é função, e não forma. São com esses mantras que os produtos da Apple são gerados. Veja esse trecho:

“O pé da base de alumínio do iMac é feito de um material especial não deslizante, para que a máquina não se mexa quando a tela é inclinada. Por que um material especial? Porque [Jonathan] Ive não gosta de pés de borracha”.

Steve Jobs

Elitismo

Busque a mais alta qualidade nas pessoas, nos produtos e na publicidade. Não adianta ter a melhor publicidade com produtos ruins, ou produtos ruins feitos em desarmonia por boas pessoas. Valorize sua equipe, pois eles são uma vantagem competitiva à frente dos seus rivais.

O livro-biografia é riquíssimo em lições, como as listadas acima. Não dá para comentar tudo aqui. É ler para se impressionar e apaixonar.

update: Trecho online


Para turbinar o Safari

25 de janeiro de 2009 ~ Comente! ~ Tags:, ,

Muitos que migram para o Mac continuam usando o Firefox, graças as suas extensões maravilhosas. Confesso que sou dependente do Firebug, mas uso o Safari como meu default browser e tenho algumas coisinhas que são uma mão na roda para o desenvolvedor. Vamos lá:


Safari Tidy: é um plugin que valida as páginas de acordo com o padrão desejado e alerta o que está de errado. Bem útil e minimalista, desprezando outros validadores.


Inquisitor: o Inquisitor é um plugin, inicialmente criado para o Safari, que é um verdadeiro spotlight no browser, organizando e armazenando suas buscas. O software foi adquirido pelo Yahoo e levado a outros browsers, com suporte no Firefox e, pasmem, Internet Explorer.


Web Snapper: é um app integrado ao Safari para gerar screenshots de sites. Claro, existem dezenas de outras formas de fazer isso, só que gosto do minimalismo do aplicativo.


Edge Rails: método render mais esperto

26 de dezembro de 2008 ~ Comente! ~ Tags:

Quem já está usando o Rails 2.2 já deve estar vendo um warning: no Rails 2.3, o método render está mais esperto e dispensará a instrução sobre qual tipo de renderização ele está fazendo. Confira:

Agora, você não precisa especificar se quer renderizar uma action, template ou file. Isso é bem legal e mostra cada vez mais o minimalismo do framework.


Os axiomas de Zurique

4 de dezembro de 2008 ~ 2 comentários ~ Tags:,

Num país onde 75% dos carros vendidos são financiados, onde os juros do cheque especial são os maiores dos últimos 5 anos e onde instituições financeiras faturam grandezas de 6 dígitos, a maneira com que você gerencia seu dinheiro pode fazê-lo um vencedor ou apenas mais um endividado do terceiro mundo.

Esse ano fiz um curso sobre como operar na bolsa de valores sendo um pequeno investidor e tive acesso a um livro que revoluciona a vida financeira de qualquer um: Os Axiomas de Zurique desperta em você seu lado investidor adormecido e trás mandamentos muito interessantes sobre o mercado financeiro. Veja a reprodução de um dos axiomas, o do concenso:

René Descartes foi campeão mundial da dúvida. Teimosamente, recusava-se a acreditar em qualquer coisa até que a tivesse verificado pessoalmente. Este foi um dos traços que fez dele um bem sucedido jogador-especulador. Morreu há mais de trezentos anos, mas o especulador moderno aproveitará muito – além de passar várias noites agradáveis – da leitura da obra desse encantador homenzinho feioso, com seus olhos negros e penetrantes, o nariz feito um crescente, e dotado de um gigantesco intelecto.

Descartes começa a sua filosofia duvidando de tudo, literalmente, inclusive da existência de Deus, do homem e de si próprio. As autoridades religiosas da sua França natal ficaram furibundas, de maneira que foi melhor ele fugir para os Países Baixos. Continuando a recusar o que outros queriam vender-lhe como verdade, ele buscou meios de descobrir a verdade através dos seus próprios sentidos e experiências. Finalmente, deu com o que considerou uma verdade básica e indiscutível: “Cogito, ergo sum”, ou seja: “Penso, logo existo.” Agora convencido de que não era apenas um fantasma dos seus próprios sonhos, Descartes continuou a comprovar ou rejeitar outras verdades postuladas. No processo, fez importantes contribuições à matemática, e construiu uma filosofia que, pela pura lucidez do seu pensamento, não foi superada em três séculos – e, na minha opinião, nunca teve concorrentes, sequer quem se lhe aproximasse. No mesmo impulso, também, tanto como hobby quanto porque gostava de vinhos caros e de outros luxos, Descartes estudou cientificamente os jogos.

Na primeira metade do século XVII, existiam umas poucas e mal organizadas bolsas de valores e de mercadorias. Descartes deixou-se fascinar pelo grande e ativo mercado de Amsterdã; se chegou a pôr o seu dinheiro ali, e em quantidades, não se sabe. Sabe-se, porém, que freqüentemente viajava a Paris, às vezes com papéis falsos para não ser preso como herege, a fim de jogar.

Para tomar dinheiro dos trouxas, havia disponíveis jogos de cartas, tabuleiros e roletas. Descartes gostava de jogos que, como o bridge e o pôquer hoje em dia, além de sorte implicavam cálculos matemáticos e psicologia. Estudava os jogos com o cuidado e o ceticismo costumeiros, rejeitando todos os clichês e lugares-comuns da sua época, insistindo em descobrir verdades e falácias por conta própria. Aparentemente, sempre voltava de Paris mais rico do que na ida, às vezes muito mais. Embora o único meio de vida conhecido, ao longo de toda sua vida de adulto, fosse uma modesta herança do pai, Descartes morreu financeiramente muito bem.

O truque, não se cansava ele de repetir em diferentes contextos, é rejeitar o que lhe dizem, até ter pensado tudo pela própria cabeça. Duvidava das verdades afirmadas por autoproclamados especialistas, e recusava-se até a ouvir a opinião da maioria. Escreveu ele: “Não existe praticamente nada que tenha sido afirmado por um sábio e não tenha sido contraditado por outro.” E também: “Contar votos não serve de nada. Em qualquer questão difícil, é mais provável que a verdade seja descoberta por uns poucos do que por muitos.”

Foi com esta visão do mundo, arrogante talvez, e certamente solitária, que René Descartes freqüentou as mesas de jogo de Paris, das quais saiu rico. Um especulador bem sucedido só tem a ganhar dando atenção às palavras desse homenzinho duro, de olhar penetrante.

Na nossa era democrática, no nosso democrático lado do mundo, tendemos a aceitar sem críticas a opinião da maioria. Se um monte de gente diz que é assim, tudo bem, assim seja. É como nós pensamos. Se não temos certeza de alguma coisa, vamos contar os votos. Desde o primário aprendemos que a maioria está sempre certa. Nos EUA e em outras nações ocidentais, é quase uma religião, principalmente na França e na Inglaterra, ambos países com longas tradições de resolver problemas pelo voto popular. Se 75% das pessoas acreditam em alguma coisa, parece quase sacrilégio perguntar, ainda que num sussurro:

- Ei, esperem aí, será que não podem estar errados?

Guiemo-nos por Descartes: podem.

Nos EUA, é o voto que decide quem governa. É o único meio de fazê-lo. Pelo menos, é o único meio que os americanos aceitam sem briga. São treinados desde a infância a aceitar o desejo da maioria. Às vezes, há quem resmungue contra esse desejo – quem perde uma eleição reclama muito -, mas, no fundo, por trás de todo o som e toda a fúria, sempre se ouve o tema da democracia: “O povo falou. Não se pode iludi-lo. Se é isto que quer, deve estar certo.”

Essa humilde aceitação da opinião da maioria passa para a vida financeira. Não apenas são ouvidos economistas, banqueiros, corretores, assessores e outros especialistas, mas também as maiorias. E isto pode custar dinheiro, pois, como dizia Descartes, é mais provável que a verdade tenha sido encontrada por uns poucos do que por muitos.

Os muitos podem estar certos, mas as probabilidades são contra eles. Pare com o hábito de achar que todas as afirmativas muito repetidas são a verdade. “Um grande déficit orçamentário será a ruína da América”, diz quase todo mundo. É verdade? Talvez sim, talvez não. Descubra você mesmo. Tire suas próprias conclusões. “Na segunda metade da década, aumentarão a inflação e a taxa de juros.” É mesmo? Não engula, simplesmente. Examine. Não deixe que a maioria manobre com você.

Estudando os outros Axiomas, vimos muitas coisas que são afirmadas por maiorias. Vale mais um pássaro na mão que dois voando. Mantenha uma carteira diversificada. Arrisque somente apenas o que pode se permitir perder. E assim por diante. Todos esses conselhos supostamente sábios fazem parte do consciente popular. Em qualquer coquetel ou reunião, é só trazer investimentos à discussão que os clichês logo aparecem. E, à medida que esses chavões vão sendo repetidos, quem estiver por perto balançará a cabeça, compenetradamente, e dirá:

- Exato. Perfeito! Excelente conselho!

A maioria das pessoas acredita que os antigos clichês são verdades indiscutíveis. Isto posto, vale a pena observar que a maioria das pessoas não é rica.

Outro axioma genial é o da religião e do ocultismo: “É improvável que entre os designios de Deus para o Universo se inclua o de fazer você ficar rico”. De um modo geral, o livro é um convite para que você arrisque, pois afinal, o que vier é lucro. E você, de que lado vai ficar?


gem cheat

29 de novembro de 2008 ~ 2 comentários ~ Tags:

Essa é uma gem do Chris Wanstrath que muita gente não conhece e que só hoje me deparei. Para instalar:

Para usar, basta executar no terminal o comando cheat acrescido do assunto desejado, como por exemplo: cheat rails_svn

A saída, para esse cheat, é uma lista de comandos para ignorar arquivos temporários e de log do seu aplicativo rails no subversion é:

A lista de todas cheats é encontradada executando:


PHP junto com o Passenger no Leopard

26 de novembro de 2008 ~ Comente! ~ Tags:, ,

Na minha máquina de desenvolvimento uso o Passenger para trabalhar com o Rails e hoje eu precisei fazer alguns testes com PHP. Deixar o PHP junto com o Passenger é tão simples como 2 + 2 são 4. Vamos lá.

Abra o arquivo de configuração do Apache (/etc/apache2/httpd.conf) como superusuário e procure a linha que chama o módulo do PHP (linha 114):

LoadModule php5_module        libexec/apache2/libphp5.so

Basta descomentar essa linha. Em seguida, no fim desse arquivo, crie um host virtual chamado php:

<virtualhost *:80>
  ServerName php
  DocumentRoot "/Users/leonardofaria/Sites/php"
  <directory "/Users/leonardofaria/Sites/php">
    Options Indexes MultiViews
    AllowOverride None
    Order allow,deny
    Allow from all
  </directory>
</virtualhost>

Pronto. Agora a url http://php/ responderá pelo conteúdo da pasta "/Users/leonardofaria/Sites/php". Lá dentro, você pode criar um index.php e para testar se está tudo ok, use o conhecido phpinfo()

<?php
phpinfo();
?>

Se tudo der certo, você terá uma tela como a seguinte :)


Quer conhecer mais da história da Apple?

23 de novembro de 2008 ~ 2 comentários ~ Tags:

O Mactracker é um aplicativo que reúne toda a linha de produtos da Apple. Há inclusive uma versão online do app para iPhone. Muito interessante! Além desse app, existe também o site Apple History, com um banco de dados cheio de informações e a possibilidade de download das informações.

Se você gosta de publicidade e design, deve conferir os anúncios da maçã desde os primórdios da computação, as screenshots da homepage apple.com e logicamente, as interfaces do Mac OS.


Código ‘embedável’ no codestacker

16 de novembro de 2008 ~ Comente! ~ Tags:, ,

Agora, é possível 'embedar' códigos do codestacker em seu site! No update de hoje, implementei esse recurso e finalmente, um sistema de busca.


Migrations sem timestamp

9 de novembro de 2008 ~ Comente! ~ Tags:

No Rails 2.0, os arquivos de migração eram gerados com o prefixo do timestamp. Exemplo: 20080614155951_create_users.rb. Nas versões anteriores, o prefixo era numérico. Para o Rails 2.2, será possível você mesmo configurar isso, definindo no environment.rb:

Vale a pena a leitura do Release Notes do Rails 2.2 e, se você ainda não pegou o RC 1 do Rails, lembre-se:

gem install rails -s http://gems.rubyonrails.org -v 2.2.0


RubyMine: Textmate-killer?

8 de novembro de 2008 ~ 4 comentários ~ Tags:

Essa semana apareceu uma nova IDE para Ruby: a RubyMine, que se auto-denomina com a mais inteligente IDE para Ruby. O software é multiplataforma e parece ser bem interessante. Notei algumas coisinhas numa primeira-impressão:

1) há templates para testes (RSpec e TestUnit)
2) integração com o Mac OS: o look'n feel não combina muito (= feia) com o sistema e ele está mais para NetBeans e Eclipse do que para um Textmate. Nada de maçã + w para fechar um arquivo nem maçã + n para um novo arquivo. A velocidade dele também está mais para NetBeans/Eclipse do que para um Textmate
3) inspetor: ele possui um inspetor interessante: para CSS, por exemplo, ele verifica suas folhas de estilo e informa por imagens quebradas, seletores não usados e código desnecessário (como escrever '0px', onde somente '0' já resolve). Para Ruby, ele verifica, entre vários itens, referências não resolvidas e erros em chamadas de métodos (apesar de que, no meu projeto, o que ele inspencionou estava certo)
4) parece ter uma integração interessante com controle de versão (Git, Subversion e CVS)
5) ele também tem um Go to File, como no Textmate
6) ele tem uma janela amigável para rodar scripts (como o RadRails)

Essa próxima semana vou utilizá-lo e ver se ele pode ser um Textmate-killer ou uma boa alternativa para Windows e Linux.


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