Por que vale a pena trabalhar com Rails

Resolvi escrever esse post após um amigo me perguntar se compensava aprender/trabalhar com Ruby e com Rails, já que é demasiadamente recente e sem apoio de grandes empresas, como acontece com o PHP e Python.

Minha curiosidade de trabalhar com Rails veio após todo o hype envolvido no framework e particularmente, depois que conheci o Orkurioso (serviço todo hypado para monitorar scraps do orkut) e vi o screencast (51MB, .mov) do David Heinemeier, junto a todas as aplicações da 37signals.


O screencast é realmente algo bem fantástico. Para quem não viu, é a montagem de um blog em 15 minutos, ou 58 linhas. O screencast mostra as várias caracteristicas do framework, com o modelo de MVC de desenvolvimento, a fácil configuração de banco de dados (aliás, que configuração?) e a ‘humanização’ da linguagem, que não se parece com aquelas monstruosidades da sintaxes de outras linguagens.

Em um rápido resumo, MVC é um padrão de arquitetura de aplicações que visa separar a lógica da aplicação (Model), da interface do usuário (View) e do fluxo da aplicação (Controller). Isso garante uma maior organização da aplicação e uma maior facilidade em manutenção do código. A configuração de banco de dados no Rails é simples. Primeiro, porque se basea em um único arquivo e por convenção, as entidades possuem o mesmo nome da sua tabela, mas no singular. Desse modo, se você tem uma tabela articles, deverá ter uma classe Article. A humanização da linguagem também merece destaque. Característica do Ruby, a humanização garante códigos mais legíveis. Exemplo: “The quick brown fox”.length retorna o tamanho de uma string. “The quick brown fox”.upcase retorna THE QUICK BROWN FOX. Simples assim.
Rails
Essas são apenas algumas das vantagens do RoR. Algo que também me chamou muito a atenção foram os plugins, que seja para fazer de sistema de login a envio de arquivo estão lá. Plugins, conceitos como DRY (não se repita), arquitetura MVC só garantem o ganho de produtividade. Tenho re-descobrido o prazer de programar e é essa paixão, de software de opinião, que o Rails desperta nos desenvolvedores.

Caindo na Real

Algo que não posso de esquecer de citar e que tem tudo a ver com desenvolvimento é o Getting Real, livro da 37signals que aborda a criação de aplicações web. Getting Real significa um meio rápido, menor, que reflete menos software, menos funcionalidades, menos tudo que não é essencial. O livro mostra porque é interessante permanecer pequeno e ser ágil, além de mostrar as experiências reais de uma empresa de sucesso. Getting Real tem sua versão em português e é leitura obrigatória para quem projeta aplicações.

 

Leonardo

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