Abraweb serve para o que mesmo?

Nota: o post a seguir tem alto teor crítico.

Acabo de receber, às 23:45, uma mensagem da ABRAWEB – Associação Brasileira de Web Designers e Webmasters. Tenho uma vaga lembrança de que a alguns anos, cinco ou seis, criei um login e me ‘assocei’. Sinceramente estou procurando uma função para a instituição.

Todo mundo que trabalha com web e com informática, de um modo geral, encontra alguns problemas por não ter nada regularizado, burocratizado e oficializado. A ABRAWEB, teoricamente, teria que atuar para regulamentar as profissões de ‘webdesigner’ e ‘webmaster’ (não me perguntem o que isso faz) e garantir ‘respeito’ no mundo real. Na prática, o que vejo é um site que envia emails ao afiliados oferecendo revenda de hospedagem – a empresa de host é parceira e dá um desconto camarada – e um fórum cheio de sobrinhos – basta ver a qualidade dos posts.

É com esses features que podemos falar que nos organizamos? Existe alguma evolução nisso?

P.S.: tentei achar um lugar para deletar minha conta e não encontrei. Solução: criei um filtro que deleta automaticamente todas as mensagens do tal remetente.

 

O desafio de ser o primeiro das buscas

Entender como funcionam as engines dos sites de buscas parece ser mais difícil que resolver a crise áerea do Brasil. Nos primórdios da história, cadastrava-se um site em serviços de diretório. Isso não garantia ao usuário uma qualidade refinada nas buscas, já que facilmente esses cadastros eram fraudados. Também existiam as Metatags. Esses elementos do HTML, popularizadas em meados da década de 90 pelo Altavista e Infoseek, também eram facilmente fraudadas, usando falsas palavras-chave e descrições que deturpavam a realidade.

Num mundo 2.0, ainda aparecem empresas que prometem milagres no posicionamento de um site nas buscas, além do cadastro em milhares de serviços de busca. Isso me lembra 5, 6 anos atrás, em que empresas desse tipo prometiam cadastros em 1 zilhão e meio de serviços. Em um mundo 2.0 onde três ou quatro sites de busca dominam, é impossível que essas outras search engines sejam relevantes para alguém.

Para aparecer bem nas buscas, não existe milagre: basta desenvolver conteúdo relevante. Tenha foco e objetivo. Lucros são consequência.

 

Crítica ao controle remoto

Apple Remote Pego o controle da TV e vejo uma infinidade de botões. Não consigo entender o por que de tantos deles. Botões para mudar o perfil da TV (otimizada para filme, show, esportes), botões com teclas numéricas, botões aqui, botões ali, botões acolá. As coisas seriam bem mais simples se as TVs tivessem um menu, algo parecido com o Frontrow. E para substituir os cruéis controles-remoto, algo parecido com o Apple Remote. É, alguém vai precisar promover uma revolução. E será televisionada.

 

Info lança pseudoconcurso para sites web2.0

Info Exame, aquela revista de TI que quer sempre se manter antenada em sua área de atuação lançou seu concurso para eleger as melhores aplicações web2.0 do Brasil.

– O concurso está aberto a empresas de todos os segmentos, programadores independentes, grupos universitários e cooperativas de programadores.

– Cada participante pode inscrever, no máximo, três serviços Web 2.0

– Serão aceitos somente serviços criados no idioma português e em funcionamento.

– Não serão aceitas inscrições de funcionários ou parentes de funcionários ou acionistas da Editora Abril

– As inscrições serão encerradas no dia 31 de janeiro de 2007

– Serviços sem o cumprimento das condições acima serão automaticamente desclassificadas do concurso.

– Os serviços serão avaliados pela equipe de INFO e os vencedores publicados na edição de março

– Serão aceitos apenas serviços sob a responsabilidade do autor da inscrição. Ao inscrever um serviço, o autor assume toda a responsabilidade por questões de direitos autorais, intelectuais e de propriedade vinculados a ele.

– A inscrição no Concurso INFO de Web 2.0 implica a aceitação de todas as suas regras.

Se estiver de acordo com as regras, clique aqui para preencher o formulário.

O regularmento chega a ser pitoresco, a meu ver. As melhores aplicações serão julgadas pela equipe. Julgamento formado por meia dúzia de pessoas não é nada web2.0, que trás como mantra a participação do usuário. Seria mais coerente que os leitores escolhessem que são os melhores.
Outro ponto que me chamou a atenção é a falta de um prêmio descente. Se é um concurso deveria ter prêmio não?
Aparecer numa edição não é mais que o óbvio. Uma aplicação de qualidade vai sempre aparecer em revistas, jornais, outros sites e cia.
Para completar, o cadastro da inscrição abre em uma popup. Nada mal para uma revista de tecnologia que quer se mostrar antenada em novas tecnologias. Acho que eles ainda não perceberam que eu não gosto de popups.

 

Banco do Bruno

Banco do Bruno. Que medo!Ontem fui acessar o site do Banco do Brasil e me deparei com o Banco do Bruno. Fiquei assustado. Será que invadiram o site? Não, é apenas uma campanha de marketing, que afirma que o banco é seu. Peraí, se o banco é meu não é Banco do Bruno e sim Banco do Leonardo (:

A repercussão foi imediata. Linhas do teleatendimento hiperlotadas, confusão e medo. Eu mesmo liguei para saber o que aconteceu. Depois fui a uma agência e constatei: Banco da Renata, Banco da Ana (mas nada de Banco do Leonardo).

Nesse primeiro dia, o acesso ao site do banco, que girava em torno de 800 mil saltou para 3 milhões. Talvez isso explique a lentidão do site. Apesar de todo esse impacto negativo, o diretor de Marketing e Comunicação do Banco afirma que houve uma boa repercussão entre os clientes.

 

UOL Messenger is out

Outra tentativa do UOL em emplacar um comunicador instantâneo. O UOL Messenger promete integrar protocolos do MSN, ICQ, Yahoo e Jabber em um só lugar e sem propagandas. Well, juntar serviços diferentes já não é novidade para ninguém. Sem apresentar um grande diferencial, será um novo fracasso (o UOL já não é um especialista em inovação). Vamos ver o que eles farão para divulgação e tentar prever de onde sairá o lucro deles pelo serviço.

 

Ainda existe site “melhor visualizado no IE”?

Na década passada, travou-se uma guerra entre browsers. Netscape lançada recurso para seu browser, Microsoft fazia o mesmo. Manter a compatibilidade era algo impossível. Hoje em dia, manter a compatibilidade entre vários browsers é algo que ainda tira o sono de muitos desenvolvedores, entretanto está mais fácil. O que não entendo ainda é como existem tantos sites que ainda trazem o flamigerado “Melhor visualizado no Internet Explorer”. É a vida…

 

Ajax a seu favor. E não contra

Usar Ajax desenfreamente por aí pode causar dependência química. O Ajaxonline é um portal sobre o assunto e apresenta uma séria falha, que muitos sites que também usam XMLHttpRequest também apresentam: links obstrusivos.

A ‘agilidade’ do uso do Ajax está em re-aproveitar camadas e iframes para substituição de conteúdo, requisitando URLs e enviando formulários, enfim, interagindo com o usuário. O problema está na hora de chamar essas requisições. Ao chamar uma dessa funções pelo atributo href da tag a do HTML (ou simplesmente setando o valor desse atributo para ‘#’), o desenvolvedor esquece que os usuários possuem diferentes formas de interação com o sites.

Eu, por exemplo, ao me deparar com um site com vários links interessantes, saio clicando nesses links com a tecla command selecionada. Isso, no meu navegador, vai fazer com que os links simplesmente se abram em novas abas. No Ajaxonline eu não consigo fazer isso, pois na nova aba, ao invés de encontrar o conteúdo da página com um assunto do link, me deparo com a home do site, novamente.

Escrevi esse post para lembrar que links não-obstrusivos são muito importantes no desenvolvimento de qualquer aplicação web. Sabem por que? Porque eu não sei prever a interação do usuário com o meu projeto!

 

Por que o Linux não decola?

O Bruno acha que instalar programas no Linux é mais fácil que no Windows. O Elcio, comentou ontem, sobre o avanço do Linux. Então resolvi dar o meu pitaco na história.

Conheço Linux já a um bom tempo. Primeira distribuição que vi na minha vida devia ser daqueles Conectivas Guaranis, por volta de 1999. A primeira distro que instalei, num velho K6 que eu tinha, foi o Conectiva 6. De lá pra cá, testei várias distros. Suse, Conectiva, Slackware (da qual me tornei fã), Debian, Ubuntu, Fedora e mais uma meia dúzia de que não me recordo mais. Houve avanços significativos, mas ainda tenho dúvida quanto a facilidade de uso desse sistema.

O artigo do Bruno é falando justamente isso. No Ubuntu (e em várias outras distros) existe o Synaptic, que é um software que gerencia a instalação de novos softwares do seu sistema. Tudo sem complicação, e sem o ‘next’, ‘next’ e ‘finish’ dos InstallShield’s da vida do Windows.

Well, a ferramenta é bacana, mas é apenas um eixo de sustentação do Sistema Operacional. Ainda existem diversas outras barreiras que burocratizam o uso do Linux. Não sei se existem mais assistentes para outras configurações (confesso que não uso Linux a 1 ano, só ocasionalmente uso o terminal de um Slackware no meu trabalho), como rede, wireless, impressora, adição de novos dispositivos. É isso que cansa ao usuário. Para tudo no Linux existe um HOWTO. Quem não tem a curiosidade de um geek provavelmente não usurá o sistema por muito tempo.

Instalação de programa, na minha opinião, é igual a do Mac OS. Quer instalar um aplicativo? Arrasta ele pra dentro da pasta ?Applications?. Simples assim. No Mac OS, janelas são simplificadas. Não existem telas cheias de opções e com botões “OK”, “Cancelar” e “Aplicar”. Na maioria dos casos, toda configuração mudada já é aplicada automaticamente (isso também ocorre no Gnome).

A solução para que o Linux decole é a adoção de um rígido controle de qualidade. Não estou falando de escrever um código menor ou que execute mais rápido no hardware X. Estou falando de se preocupar no projeto de cada tela do Sistema, de cada ícone na área de trabalho. Senão, Linux continuará sendo sinônimo de coisa de nerd.

 

Como fazer um Internet Banking

Minha experiência com o Bradesco é péssima. Primeiro pelas agências. Sempre lotadas, com ar-condicionado estragado, caixas eletrônicos que não funcionam. Enfim, ir ao banco é pior do que ir para uma guerra.

Então, penso: Vou usar o Internet Banking. Vamos lá:
No meu Mac, Internet Banking do Bradesco não funciona. Segundo o site, para Mac, requer Netscape. Mas, o que é Netscape?

Vou para o PC, com Windows (Não vou ser louco de tentar acessar pelo Linux). No Firefox, o site carregaria, senão fosse um applet Java para o teclado virtual. Instalo o Java.

Aparentemente agora funciona. Mas antes de tudo, eu tenho que adivinhar qual o formato do número da minha conta. Oras, o formato da Conta Corrente deles é assim: 12345-0, mas para a Internet você tem que enfiar alguns zeros antes, ficando assim: 0012345-0. Tudo bem.

Passada a frustação de tudo isso, vou para a parte da senha. Digito minha senha usando o teclado virtual em Java deles e aí o sistema me faz uma pergunta secreta, cuja resposta é uma frase de, no mínimo, 12 caracteres. O problema é que sempre esqueço a maldita resposta. Mas isso pode ser contornado. Basta eu usar meu CPF como resposta, ao invez da frase. Mas, além de usar meu CPF, tenho que confirmar minha data de nascimento e o nome do meu pai (ou da minha mãe, é aleatório). Se não bastasse, depois de tudo isso, ainda tenho que criar uma resposta novamente, pois eles insistem em usar a maldita frase.

Depois de uns 15 minutos perdidos, finalmente consigo ter acesso a minha conta. Numa popup minúscula para não estragar o layout deles, é claro.

Dicas para complicar a navegação
1) Campos de formulário sem explicação
2) Applets Java que poderiam ser substituidos por JS (vide o Banco Real)
3) Popups minúsculos

[update] Recebi uma resposta do Bradesco. Eles não mostraram a menor boa vontade em melhorar o sistema. Provavelmente, minhas críticas pararam no setor de comunicação.