Novo micro-projeto: HORÓSCOPO NO MSN

Chegou mais um serviço de utilidade pública feita por mim. Depois do codestacker, autosimulado e xavecator, por acaso tive contato com algumas coisinhas do protocolo do MSN e desse contato saiu o Horóscopo por MSN. Horóscopo por MSN foi uma aplicação escrita em algumas noites e seu nome já diz tudo: você recebe o horóscopo do dia em seu MSN.

Horóscopo no MSN

Funciona assim: você adiciona na sua lista de AmIgUxOs o contato [email protected] Vai no site e escolhe o signo que deseja ser informado. Pronto. Uma vez por dia, o robozinho da aplicação vai entregar no seu MSN o seu horóscopo.

P.S. eu não acredito em horóscopo.
P.S. 2: aplicação foi feita com Rails 3 e PHP. O PHP é responsável por conversar com o MSN enquanto a parte Rails do aplicativo gerencia todo o resto. Minha vontade é portar a parte PHP para Ruby.

 

Novo micro-projeto: XAVECATOR

O nome até parece de app do Aurélio, ou de produtos das Organizações Tabajara, mas num fim-de-semana sem nada pra fazer, resolvi fazer um pet project para ver o Rails 3 funcionando e, para conhecer o jQTouch.

xavecator

O XAVECATOR é para nerds pessoas cara-de-pau e/ou sem inspiração. Bem é verdade que tem coisa aí que digno de beijo na boca ou tapa na cara, mas tudo é conversado e entendido ;)

P.S. 1: ainda estou atualizando o ‘banco de dados’. Não está tudo pronto ainda.
P.S. 2: se você tem um iPhone pode acessar o site nele onde precisar
P.S. 3: você pode seguir o XAVECATOR no Twitter

 

O desafio de crescer

Nos últimos anos, venho programando e criando sites para meia dúzia de pessoas com diferentes perfis: umas com dinheiro, outras sem; umas que precisam de um site como parte estratégica de um modelo de negócio, outras que possuem sites só porque todo mundo tem. Independentemente desses trabalhos, venho registrando meus desvaneios sobre web nesse blog e ultimamente, concentro minha imaginação e pensamentos no autosimulado.

Desde que tive a ideia de fazer o autosimulado, surgiram inúmeras possibilidades de ganhar dinheiro com o serviço. É muito complicado transformar código em dinheiro, principalmente quando não quero páginas lotadas de banners. Evoluir o modelo de negócio do aplicativo envolvendo autoescolas e/ou outras empresas é algo também muito difícil, principalmente quando se vive o desafio de morar isoladamente no interior do Brasil e não ter dinheiro para investir em algo mais elaborado. Afinal, o período da bolha .com já passou e ganhar dinheiro com Adsense e afins não é tão fácil como se parece (talvez eu precisasse de uma consultoria de um pró-blogger).

Em contra partida, é muito prazeroso ver a Internet com a função de modificador social: tenho um aplicativo gratuito que beneficia centenas de pessoas para tirar carteira de habilitação. Ver sua ideia em execução e com feedback positivo é algo extremamente gratificante. É esse movimento, de ver as coisas de um outro modo de vista, de querer deixar uma marquinha no universo, é que me faz cada vez mais aperfeiçoar e a pensar como tornar as coisas melhores.

Estou tentando descobrir o que é ser empreendedor digital e sei que a resposta não está no Google. Esse conhecimento não-linear não está em nenhuma lista de discussão e às vezes penso que devo passar por alguma ‘caminhada espiritual’ para descobrir o que é isso.

Resolvi escrever esse texto apenas para registrar que hoje, 25 de maio, ainda procuro uma resposta.

 

Integração contínua no autosimulado

Assim como no codestacker, não lancei o autosimulado com todos os features prontos. Naturalmente, lançar um projeto sem estar com 100% dos recursos completos pode ser um risco, mas é uma gostosa corrida contra o tempo – e mais uma chance para avaliar se essa ou aquela funcionalidade é realmente útil para o aplicativo. Como disse Steve Jobs em uma apresentação sobre a iTunes Music Store, “Inovação não é dizer sim para tudo. É dizer NÃO para tudo exceto as funcionalidades mais cruciais”.

Hoje eu estou postando para falar de uma nova funcionalidade do autosimulado. Agora, o seu desempenho é salvo e você pode acompanhar o resultado dos testes em uma página exclusiva e com gráficos. Para ilustrar:

autosimulado

 

Nasceu: autosimulado

autosimulado é um aplicativo web com simulados de provas de legislação, aquelas que você faz quando vai tirar sua carteira de motorista. A inspiração para o autosimulado apareceu quando minha namorada foi tirar carteira, e ao tentar ajudá-la procurando provas, só encontrei coisas chatas, feias e sem usabilidade. Provas do Detran metem medo em muita gente – eu mesmo só passei da segunda tentativa – e ser simples, rápido, inteligente e grátis é o objetivo do site, que nasceu sobre a concepção do Getting Real e da integração contínua.

autosimulado

 

Os axiomas de Zurique

Num país onde 75% dos carros vendidos são financiados, onde os juros do cheque especial são os maiores dos últimos 5 anos e onde instituições financeiras faturam grandezas de 6 dígitos, a maneira com que você gerencia seu dinheiro pode fazê-lo um vencedor ou apenas mais um endividado do terceiro mundo.

Esse ano fiz um curso sobre como operar na bolsa de valores sendo um pequeno investidor e tive acesso a um livro que revoluciona a vida financeira de qualquer um: Os Axiomas de Zurique desperta em você seu lado investidor adormecido e trás mandamentos muito interessantes sobre o mercado financeiro. Veja a reprodução de um dos axiomas, o do concenso:

René Descartes foi campeão mundial da dúvida. Teimosamente, recusava-se a acreditar em qualquer coisa até que a tivesse verificado pessoalmente. Este foi um dos traços que fez dele um bem sucedido jogador-especulador. Morreu há mais de trezentos anos, mas o especulador moderno aproveitará muito – além de passar várias noites agradáveis – da leitura da obra desse encantador homenzinho feioso, com seus olhos negros e penetrantes, o nariz feito um crescente, e dotado de um gigantesco intelecto.

Descartes começa a sua filosofia duvidando de tudo, literalmente, inclusive da existência de Deus, do homem e de si próprio. As autoridades religiosas da sua França natal ficaram furibundas, de maneira que foi melhor ele fugir para os Países Baixos. Continuando a recusar o que outros queriam vender-lhe como verdade, ele buscou meios de descobrir a verdade através dos seus próprios sentidos e experiências. Finalmente, deu com o que considerou uma verdade básica e indiscutível: “Cogito, ergo sum”, ou seja: “Penso, logo existo.” Agora convencido de que não era apenas um fantasma dos seus próprios sonhos, Descartes continuou a comprovar ou rejeitar outras verdades postuladas. No processo, fez importantes contribuições à matemática, e construiu uma filosofia que, pela pura lucidez do seu pensamento, não foi superada em três séculos – e, na minha opinião, nunca teve concorrentes, sequer quem se lhe aproximasse. No mesmo impulso, também, tanto como hobby quanto porque gostava de vinhos caros e de outros luxos, Descartes estudou cientificamente os jogos.

Na primeira metade do século XVII, existiam umas poucas e mal organizadas bolsas de valores e de mercadorias. Descartes deixou-se fascinar pelo grande e ativo mercado de Amsterdã; se chegou a pôr o seu dinheiro ali, e em quantidades, não se sabe. Sabe-se, porém, que freqüentemente viajava a Paris, às vezes com papéis falsos para não ser preso como herege, a fim de jogar.

Para tomar dinheiro dos trouxas, havia disponíveis jogos de cartas, tabuleiros e roletas. Descartes gostava de jogos que, como o bridge e o pôquer hoje em dia, além de sorte implicavam cálculos matemáticos e psicologia. Estudava os jogos com o cuidado e o ceticismo costumeiros, rejeitando todos os clichês e lugares-comuns da sua época, insistindo em descobrir verdades e falácias por conta própria. Aparentemente, sempre voltava de Paris mais rico do que na ida, às vezes muito mais. Embora o único meio de vida conhecido, ao longo de toda sua vida de adulto, fosse uma modesta herança do pai, Descartes morreu financeiramente muito bem.

O truque, não se cansava ele de repetir em diferentes contextos, é rejeitar o que lhe dizem, até ter pensado tudo pela própria cabeça. Duvidava das verdades afirmadas por autoproclamados especialistas, e recusava-se até a ouvir a opinião da maioria. Escreveu ele: “Não existe praticamente nada que tenha sido afirmado por um sábio e não tenha sido contraditado por outro.” E também: “Contar votos não serve de nada. Em qualquer questão difícil, é mais provável que a verdade seja descoberta por uns poucos do que por muitos.”

Foi com esta visão do mundo, arrogante talvez, e certamente solitária, que René Descartes freqüentou as mesas de jogo de Paris, das quais saiu rico. Um especulador bem sucedido só tem a ganhar dando atenção às palavras desse homenzinho duro, de olhar penetrante.

Na nossa era democrática, no nosso democrático lado do mundo, tendemos a aceitar sem críticas a opinião da maioria. Se um monte de gente diz que é assim, tudo bem, assim seja. É como nós pensamos. Se não temos certeza de alguma coisa, vamos contar os votos. Desde o primário aprendemos que a maioria está sempre certa. Nos EUA e em outras nações ocidentais, é quase uma religião, principalmente na França e na Inglaterra, ambos países com longas tradições de resolver problemas pelo voto popular. Se 75% das pessoas acreditam em alguma coisa, parece quase sacrilégio perguntar, ainda que num sussurro:

– Ei, esperem aí, será que não podem estar errados?

Guiemo-nos por Descartes: podem.

Nos EUA, é o voto que decide quem governa. É o único meio de fazê-lo. Pelo menos, é o único meio que os americanos aceitam sem briga. São treinados desde a infância a aceitar o desejo da maioria. Às vezes, há quem resmungue contra esse desejo – quem perde uma eleição reclama muito -, mas, no fundo, por trás de todo o som e toda a fúria, sempre se ouve o tema da democracia: “O povo falou. Não se pode iludi-lo. Se é isto que quer, deve estar certo.”

Essa humilde aceitação da opinião da maioria passa para a vida financeira. Não apenas são ouvidos economistas, banqueiros, corretores, assessores e outros especialistas, mas também as maiorias. E isto pode custar dinheiro, pois, como dizia Descartes, é mais provável que a verdade tenha sido encontrada por uns poucos do que por muitos.

Os muitos podem estar certos, mas as probabilidades são contra eles. Pare com o hábito de achar que todas as afirmativas muito repetidas são a verdade. “Um grande déficit orçamentário será a ruína da América”, diz quase todo mundo. É verdade? Talvez sim, talvez não. Descubra você mesmo. Tire suas próprias conclusões. “Na segunda metade da década, aumentarão a inflação e a taxa de juros.” É mesmo? Não engula, simplesmente. Examine. Não deixe que a maioria manobre com você.

Estudando os outros Axiomas, vimos muitas coisas que são afirmadas por maiorias. Vale mais um pássaro na mão que dois voando. Mantenha uma carteira diversificada. Arrisque somente apenas o que pode se permitir perder. E assim por diante. Todos esses conselhos supostamente sábios fazem parte do consciente popular. Em qualquer coquetel ou reunião, é só trazer investimentos à discussão que os clichês logo aparecem. E, à medida que esses chavões vão sendo repetidos, quem estiver por perto balançará a cabeça, compenetradamente, e dirá:

– Exato. Perfeito! Excelente conselho!

A maioria das pessoas acredita que os antigos clichês são verdades indiscutíveis. Isto posto, vale a pena observar que a maioria das pessoas não é rica.

Outro axioma genial é o da religião e do ocultismo: “É improvável que entre os designios de Deus para o Universo se inclua o de fazer você ficar rico”. De um modo geral, o livro é um convite para que você arrisque, pois afinal, o que vier é lucro. E você, de que lado vai ficar?

 

Bota Pra Fazer

Vi com bons olhos a campanha Bota Pra Fazer. A série de comerciais exibida na Globo (e YouTube) é estrelada por empreendedores de todo Brasil e é a primeira campanha politicamente correta que vejo para incentivar o empreendorismo – campanha beeem melhor do que aquela de colocar jogadores de futebol para incentivar a leitura. A campanha é positiva ao mostrar que todas essas pessoas de sucesso enfrentaram problemas e clichês para colocarem a ação todas as suas idéias e mostraram para todo mundo que elas estavam certas e a maioria errada.

“Para quem está na faculdade, empreendorismo é um bicho de 7 cabeças. A gente quer mostrar que basta uma cabeça para ele funcionar” – do site Bota Pra Fazer

A sociedade inteira limita nosso instinto empreendedor. A escola é uma cópia de uma fábrica da revolução industrial – hierarquias, cronogramas, horários, todo mundo pensando dentro de uma mesma caixa quadrada e escura. Crescemos dentro de uma fábrica, aprendemos a pensar igual a todo mundo e após isso temos um emprego igual ao de todo mundo. Grande zona de conforto.

É de empreendorismo que cada um de nós precisa. Trabalhe mais, pense mais, inove mais! Seja o pino redondo no buraco quadrado, nade contra a corrente, a unanimidade é sempre burra. Saia da sua zona de conforto, caia na real e faça a diferença.