Mini-review: Cubieboard 3

cubieboardO Cubieboard é uma placa com processador ARM bem pequena que entrega um computador razoável por seu preço. Com essas características, pode ser usada como media center para sala de TV ou até mesmo como um ponto de venda de loja. Já são 3 versões de Cubieboard, comprei recentemente o modelo mais recente na Amazon, que veio com case, fonte USB, cabo SATA e outras coisinhas.

Cubieboard vs Raspberry Pi

Acho que é impossível falar do Cubieboard sem compará-lo com o Raspberry Pi. Como já tive um, resolvi escrever esse mini-review comparando os dois últimos modelos. Por partes:

  • Processador: 1GHz dual no Cubieboard contra 700MHz no Raspberry
  • Memória: 2GB no Cubieboard contra 512MB no Raspberry
  • Armazenamento: Ambos tem entradas MicroSD. Além disso, o Cubieboard tem 4GB internos e entrada para um disco SATA.
  • Saídas: HDMI e VGA no Cubieboard, enquanto o Raspberry conta com uma saída HDMI. O modelo mais recente do Raspberry possui quatro portas USB e o Cubieboard somente duas. Portas USBs sempre fazem falta e um minihub USB é uma boa pedida.
  • Preço: o Cubieboard 3 custa por volta de US$89,00 e o Raspberry por volta de US$35,00

O Cubieboard é um pouco maior que o Raspberry, mas é igualmente portátil. Alguns cases já trazem espaço para um HD de notebook SATA, facilitando o transporte do disco. Vale lembrar que o Cubieboard tem um adaptador Wifi.

Sistema Operacional

O Cubieboard vem com Android 4.4 instalado em sua memória interna porém é possível usar várias distribuições Linux, tanto na memória interna quanto no cartão MicroSD ou no HD Sata. A instalação no cartão de memória geralmente é feita baixando uma imagem pronta do OS e a clonando através do comando dd.

Já a instalação na memória interna é feita ligando o Cubieboard em uma porta USB do computador e transferindo o sistema operacional através de um programa chamado LiveSuit (Mac e Linux). Usuários de Windows podem utilizar um programa chamado PhoenixSuit.

Na saga para deixar o Cubieboard do meu jeito testei algumas distribuições. Foi na base da tentativa e erro, e não me aprofundei bastante em cada uma delas. As distribuições testadas foram:

  • Linaro: baseada no Ubuntu. Tive problemas com updates da distribuição.
  • Cubian: baseada no Debian. Instalei no SD Card e tentei sem sucesso instalar na memória interna.
  • Fedora: não reconheceu meu monitores com saída VGA. Possivelmente deveria testá-la usando uma saída HDMI.
  • Ubuntu Desktop: foi a distribuição que tive sucesso. Tem suporte VGA e HDMI, mas aparentemente é a versão 12. Infelizmente essa distribuição vem com Unity por padrão, o que a torna um pouco lenta, entretanto instalando o XFCE ou outro gerenciador de janelas mais leve é uma alternativa para melhorar a performance.

Conclusão

Para quem gosta de minicomputadores com Linux, o Cubieboard é uma ótima opção. Apesar de não ser tão conhecido como o Raspberry Pi, talvez o mais famoso da categoria, seu desempenho é razoável até mesmo para ser uma máquina de escritório.

 

Raspberry Pi

A alguns dias atrás comprei um Raspberry Pi. Ele é um computador do tamanho de um cartão de crédito, possui um processador de 700 MHz, 512 MB de Ram e você pode usar um cartão de memória como disco de boot. Para alimentação, um carregador de celular basta. Estou usando um teclado de um iMac capacete e um adaptador wifi xing ling para acessar a rede sem fio de casa.

Existe uma versão de Debian específica para ele, mas se você não gosta dessa distribuição, pode usar o Arch Linux. Escolhi o Debian, configurei Apache e PHP para me enviarem email com o IP do computador e assim trabalho remotamente com ele. Ainda não dei um destino final a ele, mas pela Internet dá para imaginar várias possibilidades:

Painel de fotos;
Media Center, para reproduzir seus filmes, usando o conhecido XBMC;
Portão eletrônico de garagem;
Wireless airplay speaker, muito bacana para quem não tem um Apple TV.

 

Por que o Linux não decola?

O Bruno acha que instalar programas no Linux é mais fácil que no Windows. O Elcio, comentou ontem, sobre o avanço do Linux. Então resolvi dar o meu pitaco na história.

Conheço Linux já a um bom tempo. Primeira distribuição que vi na minha vida devia ser daqueles Conectivas Guaranis, por volta de 1999. A primeira distro que instalei, num velho K6 que eu tinha, foi o Conectiva 6. De lá pra cá, testei várias distros. Suse, Conectiva, Slackware (da qual me tornei fã), Debian, Ubuntu, Fedora e mais uma meia dúzia de que não me recordo mais. Houve avanços significativos, mas ainda tenho dúvida quanto a facilidade de uso desse sistema.

O artigo do Bruno é falando justamente isso. No Ubuntu (e em várias outras distros) existe o Synaptic, que é um software que gerencia a instalação de novos softwares do seu sistema. Tudo sem complicação, e sem o ‘next’, ‘next’ e ‘finish’ dos InstallShield’s da vida do Windows.

Well, a ferramenta é bacana, mas é apenas um eixo de sustentação do Sistema Operacional. Ainda existem diversas outras barreiras que burocratizam o uso do Linux. Não sei se existem mais assistentes para outras configurações (confesso que não uso Linux a 1 ano, só ocasionalmente uso o terminal de um Slackware no meu trabalho), como rede, wireless, impressora, adição de novos dispositivos. É isso que cansa ao usuário. Para tudo no Linux existe um HOWTO. Quem não tem a curiosidade de um geek provavelmente não usurá o sistema por muito tempo.

Instalação de programa, na minha opinião, é igual a do Mac OS. Quer instalar um aplicativo? Arrasta ele pra dentro da pasta ?Applications?. Simples assim. No Mac OS, janelas são simplificadas. Não existem telas cheias de opções e com botões “OK”, “Cancelar” e “Aplicar”. Na maioria dos casos, toda configuração mudada já é aplicada automaticamente (isso também ocorre no Gnome).

A solução para que o Linux decole é a adoção de um rígido controle de qualidade. Não estou falando de escrever um código menor ou que execute mais rápido no hardware X. Estou falando de se preocupar no projeto de cada tela do Sistema, de cada ícone na área de trabalho. Senão, Linux continuará sendo sinônimo de coisa de nerd.

 

Monitorando o MSN de uma rede

Esse artigo não tem tanto a ver com esse site, mas pode ajudar muitos admistradores de rede Linux.

O uso do MSN desenfreado pode acabar com a produtividade do trabalho em uma empresa, por exemplo. Aonde eu trabalho, implementamos uma solução interessante: um sniffer, que gera relatórios das conversas dos funcionários (o que não é tão ético assim) e que está instalado em nosso servidor de Internet (rodando Slackware Linux).
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